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A propaganda racista do “Público”, e a história de Portugal ficcionada

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Foi publicado no domingo, 17 de Julho, no Público online, um artigo profundamente racista, escrito por quatro pessoas, auto-intituladas: “Professor; Investigadora e activista; Tradutor; Antropólogo” https://www.publico.pt/portugal/noticia/da-celebracao-ao-combate-1738445.

As incorrecções do artigo apresentado são tais que, de facto, num exame rigoroso e científico, o texto seria liminarmente chumbado. O artigo de “opinião” não passa disso mesmo: uma opinião, sem fundamento histórico ou científico, que muito grave se torna quando é oriundo de um “professor”. Ah, mas são também “activistas”, e de facto, este texto é pura propaganda – racista.

A falta de rigor encontramos em pequenos detalhes como por exemplo, no primeiro parágrafo, em que os autores falam da fome e da miséria das grandes vagas migratórias durante o “regime fascista português”. Em primeiro lugar, esta conotação do “fascista”, aceita-se como propaganda política, nunca de académicos. A nível da ciência política, nunca houve qualquer “fascismo” em Portugal, mas sim um  regime denominado Estado Novo, que pode ser considerado como nacional-conservador, ou um corporativismo católico, mas não fascista. Ignorância ou má-fé dos autores do artigo? Também não se compreende a referência às “grandes vagas migratórias” como se tivesse sido um caso único na história, quando se estima que, nos últimos 10 anos em Portugal, a percentagem de população a emigrar terá sido superior à da década de 60. Com uma agravante: boa parte dos que saem são quadros formados, e não pessoas de baixa formação académica.

Despudorada também é a já conhecida “cassete” que se segue, “(…) exaltando o passado dito glorioso dos “descobrimentos”, que na verdade não corresponde senão a séculos de pilhagem colonial e imperial dos nossos territórios de origem, e de redução dos nossos povos à indignidade da escravidão (…)”. Isto daria pano para mangas, mas está à vista o resultado desta pilhagem… como diria Rainer Deinhardt “nenhum outro império conseguiu o que os portugueses alcançaram”, referindo-se exactamente ao facto de, em pleno europeu de futebol, a esmagadora maioria desses povos “escravizados” e “pilhados” torcer fervorosamente pela bandeira portuguesa. Será masoquismo? De facto, o fanatismo ideológico de alguns “activistas” que têm uma agenda muito própria não conseguirá nunca apagar séculos de integração levados a cabo pelos portugueses. Mas basta dar alguns rápidos exemplos dessas “pilhagens”, pois é com factos que se desmascaram  os “revisionistas”. No caso do Brasil, quando este fazia parte do nosso Reino, apenas 20% de toda a riqueza produzida naquele território vinha para a metrópole, o resto ficava na colónia, para desenvolvimento da mesma. Haverá outro povo colonizador que o tenha feito? Haverá alguma nação islâmica que o tenha feito, quando conquistava outros povos? Em todos os territórios ultramarinos foi criada uma Constituição (que a grosso modo, se manteve até hoje) e já durante a segunda metade do século XX, foi notório o esforço para desenvolvimento de infraestruturas em Angola ou Moçambique, bem como a preparação de quadros locais, com vista a uma crescente autonomia. Apesar da propaganda, não há registo de esforços semelhantes de integração e desenvolvimento noutros casos de colonização. E quanto a pilhagens, não esquecer todos os portugueses que tiveram de fugir destes territórios após o 25A, deixando para trás tudo aquilo por que trabalharam uma vida inteira. O que lá deixaram, não foi distribuído pelas populações: ficou antes nas mãos de meia-dúzia de sobas que, em boa parte dos territórios (e a terra-natal do sr. Éder é um excelente exemplo) procederam a limpezas étnicas de uma crueldade sem limites. Mas desse racismo convém não falar.

Também não compreendemos por que razão não são mencionados os flagrantes casos de exploração e discriminação laboral levados a cabo em Angola, em pleno século XXI, pelos Chineses face a trabalhadores angolanos. Será que estes “intelectuais de gabinete” desconhecem o que se passa no terreno, ou convenientemente ocultam mais este facto, por os chineses não fazerem parte dessa erva daninha da humanidade que é o “Europeu branco”?

Quando os autores referem que “O nosso Portugal é o de Patrícia Mamona, de Pepe, de Bruno Alves, de Eliseu, de Danilo, de João Mário, de Renato Sanches, de William Carvalho, de Éder, de Nani e de Ricardo Quaresma”, assumem de facto todo o seu ódio visceral à população branca. Para eles, não há um único português branco que seja um bom exemplo. É a cartilha: o branco é mau, muito mau! E isto não é racismo.

E então os autores tornam-se comediantes, quando referem “(…) essas autênticas colónias internas onde se concentram as populações não-brancas, nas quais vigora um estado de excepção permanente, e onde uma polícia militarizada se comporta como um exército ocupante levando a cabo, com total impunidade (…)”. Não conseguimos discernir se autores estão a relatar uma história de ficção científica, ou talvez a relatar um sonho (pesadelo?) que tiveram. As pessoas que estão nestas colónias não-brancas, não foram lá colocadas propositadamente. Não. Foram elas, na maior parte dos casos, que, de forma ilegal, ergueram uma habitação, ou aceitaram uma habitação social oferecida pelo dinheiro dos contribuintes. E ao que parece, os autores ainda são mal-agradecidos! Como se sabe, os índices de criminalidade associados a estas “colónias” são altíssimos. Em muitas destas “colónias”, a polícia não consegue entrar, o que é uma situação fantástica: uma porção do território nacional onde um grupo de indivíduos impede as forças de segurança de entrar. Os portugueses que emigraram para França, que os autores referem no início, foram para lá trabalhar, lutar pela vida, e nunca estiveram à espera que lhes oferecessem fosse o que fosse. Neste caso, estes indivíduos das “colónias”, por não serem brancos, parece não terem esse dever – nem esse nem nenhum outro.

E depois os autores rematam com “(…) É tempo de quebrar este pesado silêncio, e passar da celebração a um combate sem tréguas, por um país que ofereça a todos os seus habitantes real igualdade de oportunidades (…)”. Pois é. Mas o que estas pessoas pretendem está longe de ser uma “igualdade de oportunidades”, pois essa, existe desde há muito. O que pretendem é uma “discriminação racial positiva”, em que um cidadão, por ser não-branco, terá sempre mais direitos do que o branco, justificando-se esta discriminação com supostos “racismos”, “xenofobias”, e sabe-se lá mais o quê.

Já agora, onde se formaram o Professor, a Investigadora e activista, o Tradutor e o Antropólogo? Em Portugal? Formaram-se num país tão terrível? E talvez até o tenham feito com apoio Estatal. Mas a verdade é muito simples: se não estão bem, mudem-se! Por que razão não regressam aos vossos países de origem? Estes indivíduos não passam de agentes colonizadores da Europa, que pretendem fazer desaparecer por completo a matriz cultural europeia – e porque não dizê-lo com todas as letras – destruir o homem branco na sua própria terra. Como eles bem dizem, é um “combate sem tréguas” . Pois é. Da nossa parte, esperamos que haja Portugueses Brancos prontos a combater estes racistas.