Category Archives: Identidade Nacional

Portugueses Primeiro denuncia internacionalmente nova legislação de estrangeiros

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Tal como foi noticiado, no passado dia 13 de Outubro estivemos na delegação de Lisboa do SEF reunidos com o seu director regional, a quem comunicámos a nossa solidariedade e preocupação, tendo posteriormente sido realizada uma manifestação de rua simbólica para mostrar o nosso descontentamento face à actual lei.

Dado a manifesta tentativa de silenciamento por parte da comunicação social face a este gravíssimo problema, virámo-nos para o exterior, e iniciámos já um conjunto de contactos com diversas organizações europeias, desde partidos políticos a associações civis, passando por órgãos de comunicação social, por forma a alertar para os riscos que esta nova lei acarretam, não só para Portugal como para toda a Europa.

O nosso objectivo é claro: fazer com que seja a Europa a travar a loucura, a utopia, o fanatismo e o extremismo do nosso governo. E acreditamos que vamos conseguir.

Reproduzimos em seguida o texto que estamos a enviar às organizações europeias.

Last July the Portuguese parliament approved some major changes to our Immigration Law.
Along with the changes focused on removing some barriers to the foreigners who were born in Portugal and wish to obtain the Portuguese nationality, despite their parents not being Portuguese, the Immigration law allows now any foreigner to get residence permit just by showing a “promise of work”. No matter if such “promise” is real or not or if the immigrant will have a job or not, such “promise” is the only application required! Also, another appalling point: even if a foreigner has a criminal record he is free to enter and to live in Portugal – and he can not be expelled!

Unfortunately the bad news do not end here. Our Service of Foreigners and Customs, the responsible entity to control the flux of immigration, issued a formal position about this law, opposing to it, because the risks it involves to our country’s security. The Portuguese government, a socialist executive supported by the Communist Party and a Trotskyst Party, decided to silence this entity and fired its National Chairman on October 4th. Result: according to recent official statistics, thousands have asked for entrance in these last 3 months and our Service of Foreigners and Customs, lacking of human resources, have no way of filtering these requests!

This could be just a Portuguese problem if all our borders were closed, but they are not. This law transformed Portugal in Europe’s Trojan Horse, and soon it will affect all Europe, worsening the already serious situation concerning uncontrolled immigration and terrorism.

On October 13th representatives of our association visited this Service and had a meeting with the Regional Chairman. Also, we made a street demonstration in order to showing our discontent.

Unfortunately Portuguese mainstream media opted to remain in silence. As so and considering this is a serious issue for all Europe, we ask you to spread this data and force your own country to make pressure on our government. By doing that you will not only help Portuguese people, but you will help whole Europe. Europe cannot be some kind of Noah’s Ark. Europe must reject this suicidal population replacement issued by liberals and marxists.

Trully Yours,
The Portuguese People First Association President,
Rui Amiguinho

As criminosas alterações à lei da nacionalidade e a ingerência política no SEF

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No seguimento do recente afastamento da Directora do SEF por pressões políticas protagonizadas publicamente pela coordenadora do Bloco de Esquerda, uma delegação da Associação Portugueses Primeiro esteve hoje na Direcção Regional do SEF, em Lisboa, onde fomos cordialmente recebidos pelo seu Director. Tivemos a oportunidade de entregar em mãos uma carta de solidariedade à Direcção demissionária e expressar a nossa séria preocupação pelas recentes alterações legislativas na lei da imigração, uma vez que acreditamos que não foram acauteladas as mais elementares medidas de bom senso em matéria de segurança, o que aliás, é partilhado pelo parecer negativo do próprio SEF.

O impacto e a gravidade desta alteração legislativa está agora apenas no início mas já fez disparar os pedidos de residência em mais de 1300% em poucas semanas.

Numa Europa assolada por uma das mais graves crises migratórias e securitárias de sempre, os efeitos da abertura de um canal de livre acesso à Europa a qualquer indivíduo que alegue uma promessa de contrato de trabalho é um convite certo à tragédia que tanto pode ocorrer em território nacional como em qualquer território do espaço Schengen, uma vez que, tendo esse indivíduo obtido com enorme facilitismo a documentação de residência em Portugal, poderá tranquilamente viajar pelo espaço europeu.

Não queremos e não aceitamos que partidos políticos actuem à margem dos elementares valores democráticos que tanto apregoam e possam desta forma condicionar o trabalho do SEF enquanto estratégia eleitoralista e sem qualquer preocupação com as consequências para a segurança dos cidadãos portugueses. Continuaremos atentos e esperamos medidas concretas que possam reverter esta deriva irresponsável no consenso sobre imigração que existia em Portugal.

 

Deixamos aqui o conteúdo da carta que entregámos, que foi disponibilizada também à comunicação social:

“A Associação de Iniciativa Cívica Portugueses Primeiro, registada com NIF 513801405, vem por este meio manifestar a sua estupefacção e enorme preocupação face ao acto de ingerência política a que assistimos no passado dia 4 de Outubro: a demissão da directora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Luísa Maia Gonçalves, por parte da sra. Ministra da Administração Interna, poucos dias depois do SEF ter emitido um parecer contrário à proposta de lei do governo que confere significativas alterações à lei da nacionalidade.

A Portugueses Primeiro não pode deixar de manifestar a sua total solidariedade, bem como especial agradecimento, ao pessoal do SEF, e em particular na pessoa da sua directora demissionária. É de realçar que no actual contexto de insegurança migratória, a nova Lei da imigração, aprovada por um governo em coligação com forças da extrema-esquerda e em contraciclo com o resto da Europa, veio sobrecarregar um SEF já de si deficitário em termos de recursos humanos e materiais.

De referir que, tal como tem sido noticiado por diversos órgãos de comunicação social, em apenas alguns dias após a entrada em vigor desta lei, tem-se assistido a uma explosão descontrolada no número de pedidos de residência em Portugal, vindo dar força ao parecer do SEF que alertava claramente para o perigo do efeito de chamada. Os números vieram validar a posição do SEF e desmentir os partidos que acusaram o SEF, em plena Assembleia da Repú- blica, de “alarmismo”. Inclusivamente, “A nova lei de estrangeiros está a obrigar o governo a conceder autorização de residência aos condenados inexpulsáveis” (DN, 2017-10-10).

Não hesitamos em denunciar publicamente os partidos de extrema-esquerda (BE, PCP + o seu satélite verde) que provocaram a ruptura do consenso político vigente em Portugal sobre imigração. Dados os riscos por demais conhecidos em relação ao actual clima de insegurança terrorista na Europa, é de extrema gravidade que estes partidos em conjunto com a maioria socialista tenham aprovado uma Lei que na prática permite a qualquer um entrar em Portugal, bastando para tal alegar uma “promessa de contrato de trabalho”. Só podemos explicar tal opção política como uma manobra puramente maquiavélica que passará certamente por legalizar centenas de milhar de indivíduos para a posterior obtenção de votos nas urnas. Tudo isto às custas da segurança dos cidadãos portugueses.

Subscrevo-me, com elevada estima,

 

10 de Junho – Homenagem aos nossos combatentes

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No dia de 10 Junho, dia de Portugal, a associação Portugueses Primeiro marcou presença em Belém, na tradicional homenagem aos combatentes caídos em combate na defesa da Pátria.

Esta acção teve por objectivo a divulgação da P1 entre as milhares de pessoas ali presentes, tendo sido, para o efeito, distribuídos centenas de folhetos. A isso acresce a participação de associados na deposição de uma coroa de flores junto do monumento.
Registamos neste vídeo 3 dos momentos mais significativos.

PORTUGUESES PRIMEIRO!

IMI: partidos políticos não pagam?!? Explicações precisam-se!

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Foi hoje entregue no Ministério das Finanças, sito na Praça do Comércio, uma missiva onde questionamos o sr. ministro acerca de uma situação que nos parece inexplicável e inadmissível: a isenção do IMI da qual beneficiam os partidos políticos. Não nos foi autorizado o registo fotográfico do momento da entrega, mas deixamos aqui, em jeito de carta aberta, o conteúdo do documento.

Concorda connosco? Não deixe de nos visitar e deixar mensagem na nossa página de Facebook, ou envie-nos email para geral@portuguesesprimeiro.org.

Exmo. Sr. Ministro das Finanças

Venho por este meio, em nome da Apostar na Identidade – Associação de Iniciativa Cívica, solicitar alguns esclarecimentos sobre o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), dado que, face a notícias recentes que têm vindo a público, muitas reacções de desagrado e incredulidade nos têm sido veiculadas, quer por associados nossos, quer por cidadãos comuns, com quem mantemos contacto.

Sabemos que existem já outras associações que solicitaram o fim da isenção do IMI e outras tributações sobre o património imobiliário dos partidos políticos, exigindo “maior e efectiva justiça fiscal”.

Escassas semanas antes da apresentação do Orçamento de Estado para 2017, foi anunciado que o Governo se prepara para introduzir um novo imposto sobre o património global. Para nós, parece-nos imprescindível que os partidos políticos com assento parlamentar e, sobretudo, aqueles que sustentam o Governo, clarifiquem se, efectivamente, defendem uma maior justiça fiscal, ou se esse é um jargão vazio que utilizam em declarações políticas inconsequentes para justificar sucessivos e incomportáveis aumentos de impostos sobre a propriedade privada e sobre a classe média, que têm vindo a praticar. Quanto ao governo em particular, cuja tónica na justiça/equidade fiscal tem sido constante, parece-nos haver aqui uma clara contradição entre aquilo que é passado para os holofotes da comunicação social, e o que de facto é aprovado e legislado.

No início de agosto, o governo manifestou a intenção de aumentar brutalmente a carga fiscal de IMI, quadruplicando os factores de localização e operacionalidade relativas que vão servir para aumentar o valor patrimonial tributável dos imóveis e, por conseguinte, do valor da receita fiscal. Convém clarificar, e salientar, que ao contrário do que, noutras situações, o governo tem sugerido, de que determinado imposto X ou Y afectará apenas os “mais ricos”, os que “devem ser chamados para contribuir neste momento difícil”, tal não se aplica de todo ao caso em análise. Para o bem ou para o mal, a verdade é que a maior parte dos portugueses é proprietária de imóveis para habitação própria permanente, e tal não se deve ao facto dessa maioria ser “rica”, mas sim pelo facto de Portugal – um caso suis generis na Europa – ter passado por um século de congelamento do mercado de arrendamento, factor ao qual se juntou as taxas de juro historicamente baixas e a enorme facilidade de crédito concedida pela banca durante cerca de duas décadas (anos 90 e mais de metade da década seguinte), o que proporcionou que não só os “ricos”, mas também a classe média, e até mesmo uma classe média-baixa, se tivessem tornado proprietárias de imóveis para habitação. Assim sendo, e seguindo um raciocínio lógico, há uma afirmação que nos parece credível de produzir: aumentar o IMI significa incidir um imposto directo sobre as poupanças de uma vida inteira de várias famílias portuguesas, logo, é algo que tem de ser muito bem ponderado a analisado, e verificar se, de facto este imposto está a ser justamente aplicado em todos os agentes económicos do país. Aliás, como se sabe, os únicos que não serão afectados por esta legislação são precisamente os “ricos”, que têm a capacidade de fraccionar o respectivo património por vários titulares, de modo a que nunca seja atingido, por acumulação, o valor patrimonial tributável, e na verdade, serão os proprietários trabalhadores da classe média, que não têm essa facilidade, os visados desta razia fiscal.

Recentemente, o semanário Expresso revelou que há 30,2 milhões de euros de património imobiliário detido pelos partidos políticos (dos quais 23 milhões pertencem aos três partidos que suportam o Governo) que está isento de IMI (e IMT), pelo benefício fiscal inscrito no artigo 10º da Lei do Financiamento dos Partidos Políticos (Lei 19/2003, de 20 de Junho), o qual também os isenta do imposto de selo e de qualquer futuro imposto sobre o património.

Rejeitamos, e de facto não conseguimos compreender, a razão para esta lei profundamente discriminatória em que os impostos da classe média servem para financiar as isenções fiscais de partidos grandes proprietários imobiliários, que não se coíbem de continuar a aumentar os impostos de que estão isentos, legislando em causa própria, servindo os próprios interesses.

Temos perfeito conhecimento e noção de que existem outras isenções, e que estas não se reduzem aos que muito se fala na comunicação social e redes sociais, onde normalmente só se mencionam os partidos políticos e igrejas. O Estatuto dos Benefícios Fiscais exclui do pagamento do IMI representações diplomáticas/consulares, instituições de Segurança Social e de Previdência, associações de agricultores, de comerciantes, de industriais e de profissionais independentes, pessoas colectivas de utilidade pública administrativa, associações desportivas e associações juvenis, sindicatos, misericórdias, instituições particulares de solidariedade social (IPSS), estabelecimentos de ensino particular do sistema educativo, sedes das colectividades de cultura e recreio, organizações não-governamentais e outro tipo de associações não lucrativas, a quem tenha sido reconhecida utilidade pública, também são abrangidas pela isenção. A exclusão aplica-se igualmente aos monumentos nacionais e os prédios “individualmente classificados como de interesse público ou de interesse municipal”. Ou aos prédios “exclusivamente afectos à actividade de abastecimento público de água às populações, de saneamento de águas residuais urbanas e de sistemas municipais de gestão de resíduos urbanos”, faltando nomear ainda, para completar a lista, as entidades licenciadas na Zona Franca da Madeira e da Zona Franca da ilha de Santa Maria.

Compreende-se que, analisando esta lista, sempre que determinada entidade/instituição tenha um interesse público revelante, quer seja pela sua função produtiva quer seja pelo seu carácter social para a sociedade, esta possa estar isenta. Em relação às igrejas, das quais tanto se fala, não defendemos a sua isenção pelo seu carácter religioso em si, pois entendemos que um Estado laico não deve financiar qualquer confissão religiosa, mas parece-nos mais importante analisar a sua função social na sociedade, e se esta justifica ou não a isenção. De acordo com a lei actual, relativamente às organizações religiosas, a lei prevê a isenção no que se refere “aos templos ou edifícios exclusivamente destinados ao culto ou à realização de fins não económicos com este directamente relacionados”. Desta forma, a isenção não é dada a todo e qualquer edifício, dependendo sempre da finalidade do imóvel. Assim sendo, não caímos no ataque simplista à isenção da igreja, motivado possivelmente por sectarismo ideológico, má-fé, ou puro desconhecimento da lei, mas julgamos que a situação destas entidades deve ser analisada de acordo com o seu valor social.

No que se refere aos partidos políticos, não conseguimos discernir qualquer função produtiva ou carácter social destas entidades para a sociedade. Alías, visto representarem grupos de interesse que defendem determinada forma de alcançar e exercer o poder, em oposição (mais ou menos moderada) a outros grupos de interesse, representam apenas uma determinada facção da população, em oposição a outras facções, eventualmente representadas em outros grupos políticos opositores, ou que nem sequer se sentem representadas em qualquer força política. Assim, não conseguimos compreender como se podem isentar estes grupos, por forma a sobrecarregar ainda mais as famílias e os trabalhadores.

Neste momento é o partido do governo, juntamente com as forças políticas que o apoiam, que tem agora nas suas mãos a responsabilidade de agir em conformidade com as suas declarações políticas, acabando com as isenções escandalosas – e incompreensíveis – de que beneficiam e passando a garantir todas as suas obrigações fiscais no que diz respeito ao imobiliário, tanto em sede de IMI, como de IMT, Imposto de Selo, e futuramente em sede do Imposto Global sobre Património, introduzido agora no OE 2017.

Mas se, de facto, há alguma justificação plausível para a isenção de IMI, IMT e selo de que beneficiam os partidos políticos, gostariamos então que nos fosse apresentada e explicada, visto que, infelizmente, essa explicação nunca foi tornada pública, até hoje, e como cidadãos livres, sentimos o direito – e a responsabilidade –  de a exigir dos nossos governantes.

Cordiais Saudações,

 

 

O Islão e os “Refugiados”: 13 respostas a 13 perguntas

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  1. “Devemos acolher os refugiados. Afinal, eles fogem deste mesmo terrorismo”

Errado. Desde logo, a maioria dos que chegam à Europa não provêm da Síria: vêm de outros países que não estão em guerra. O critério que os move é económico e, sendo assim, não há nada que diga que devam ser aceites em detrimento de outros. Porquê eritreus e não cambojanos, por exemplo? Mas, obviamente, nem uns nem outros. Se apenas procuram benefícios económicos não devem ser aceites. A prova de que é assim vê-se no facto de percorrerem meia Europa para se fixarem na Alemanha, Suécia e outros dos países mais ricos. Um verdadeiro refugiado procura segurança, antes de mais. Por isso, os verdadeiros estão em três países: Turquia, Jordânia e Líbano. E é aí que devem estar, pois é com esses países (e outros que não os aceitam) que mantêm afinidades culturais.

 

  1. “Os refugiados não são terroristas”

Na maior parte dos casos, não. Mas alguns são. Como não sabemos quais (nem temos forma de o aferir, dada a enorme quantidade de pretendentes), é prudente não receber ninguém. Afinal, se o princípio da precaução é tão utilizado numas coisas, porque não em outras? Além disso, como vimos, a maioria dos que procura a Europa não é refugiada.

 

  1. “A maioria dos muçulmanos é moderada”

Suponhamos que sim. Onde estão, então? Por que razão nunca os vemos nas ruas, em manifestações de solidariedade, quando se verificam atentados?

 

  1. “A imigração islâmica é compatível com a Europa. Há muitos países muçulmanos democráticos”

As culturas europeia e islâmica são incompatíveis. Todos os países muçulmanos que foram ou são democráticos tiveram lideranças laicas ou acabaram por derivar para o islamismo. A prova da incompatibilidade verifica-se também na forma como as minorias são tratadas no mundo islâmico onde continuam a viver subjugadas e sujeitas a todo o tipo de maus-tratos. É curioso que o mundo ocidental tenha lutado com afinco para acabar com o apartheid na África do Sul, mas permite que actualmente as minorias religiosas existentes no mundo islâmico sobrevivam numa realidade idêntica.

 

  1. “Em Portugal não há perigo. Há cá muçulmanos mas são pacíficos. Eu até tenho muitos amigos muçulmanos”

Óptimo. É bom ter amigos. Mas será que é assim? A ideologia islâmica permite o uso da táctica da dissimulação. Veja-se o caso de Maomé, exemplo a ser seguido por todos os muçulmanos: enquanto esteve em Meca manteve-se na defensiva. Depois da fuga para Medina, aí estabelecido, começou de imediato a eliminar adversários. Além disso, há que distinguir entre muçulmanos de facto e muçulmanos nominais. Comparemos com o catolicismo. Em Portugal há mais de 80% de católicos. Mas quantos o são, de facto? Quantos cumprem, realmente, com a prática católica e conhecem a doutrina? Podemos colocar, com as devidas reservas, pois no Islão não é concebível o “muçulmano não praticante”, a mesma questão em relação aos muçulmanos. Quantos dos que se dizem muçulmanos o são, realmente? Se formos ver esse aspecto talvez tenhamos de reconhecer que o islamismo é, efectivamente, violento.

 

  1. “Os terroristas interpretam mal o Islão e o Alcorão. A religião prega o amor e a paz, como as outras”

Errado. Uma leitura do Alcorão, da vida de Maomé e da tradição islâmica mostra que esta religião é violenta, agressiva e imperialista. A violência faz parte da sua essência.

 

  1. “A Igreja Católica também cometeu muitos crimes. Veja-se a Inquisição e as Cruzadas. E a pedofilia”

Vamos por partes: É hoje sabido que a Inquisição matou muito menos gente do que se supunha, e num contexto que tem de ser levado em linha de conta. Além disso, podemos observar na Igreja Católica uma evolução (chamamos-lhe assim) que levou ao abandono progressivo de práticas censuráveis – evolução que nunca se deu no Islão. A pedofilia não compromete a Igreja, mas sim quem a pratica. No máximo, poderemos dizer que a selecção de sacerdotes deveria ser mais eficaz. Mas se um professor é pedófilo, não diremos que todo o universo de professores o é. Com a Igreja também não podemos fazer essa generalização. Quanto ás Cruzadas, foram uma resposta muito localizada a uma expansão islâmica que já tinha quatro séculos. Além disso, mesmo que a Igreja, hoje, ainda andasse a matar pessoas, isso não serviria de desculpa. Não se pode justificar o mal próprio com o mal dos outros.

 

  1. “As religiões são todas iguais, não é só o islão que é violento”

Pode haver violência em outras religiões e, de facto, houve ao longo da história. Mas só o islão se expandiu pela força desde a fundação. Logo com Maomé existe essa violência. Ele é o único líder religioso que é, ao mesmo tempo, guerreiro. Todo o norte de África e Próximo Oriente eram território cristão. A Península Ibérica e os Balcãs também. O Norte da Índia foi conquistado pela força. A expansão islâmica faz-se, sistematicamente, pela guerra. E nos nossos dias mais de 90% dos conflitos mundiais têm a marca do Islão, que se enfrenta com diversas outras religiões. Aliás, que a religião islâmica é a razão fundamental por detrás do terrorismo vê-se no facto de só os árabes que professam tal religião serem responsáveis por atentados. Não vemos árabes cristãos ou ateus a fazerem-se explodir ou a atacar “infiéis”. Também não vimos expansão árabe antes do surgimento do islão. Até ao século VII a Arábia era habitada por judeus, cristãos e pagãos. Nunca foi uma potência expansionista. Com o aparecimento do islão a diversidade religiosa na península arábica termina e o islamismo impõe a sua lei.

 

  1. “Houve tempos em que o Islão foi uma civilização brilhante e tolerante. O Andalus é um exemplo. Só conhecemos a filosofia grega graças aos tradutores árabes”

Vamos por partes: o sistema social do Andalus impunha a divisão social tal como existe hoje no mundo islâmico. Os cristãos e judeus viviam em posição inferior, sendo apenas tolerados à custa de uma série de limitações na participação cívica e social. Símbolos distintivos na roupa, como a marca amarela que os nazis mais tarde recuperaram foram inventados pelos muçulmanos para serem aplicados aos judeus. O mito da tolerância islâmica não passa disso, de um mito, alimentado por quem tem interesse em que ele se mantenha: os próprios islâmicos e académicos simpatizantes da sua cultura ou simplesmente financiados por entidades do mundo islâmico. Quanto à questão da filosofia grega, ela era conhecida na Europa medieval: os textos aristotélicos circulavam, e havia alguns desconhecidos, algo que também se deve ao facto das preocupações iniciais da Idade Média não contemplarem o conteúdo de tais textos, pelo que só alguns dos trabalhos de Aristóteles interessavam aos pensadores da época. Além disso, boa parte do trabalho de tradução feito no mundo islâmico deveu-se a minorias cristãs que ainda lá viviam, como é o caso dos nestorianos (comunidade Cristã da Ásia).

 

  1. “Só há atentados terroristas porque os EUA e a Europa invadiram o Iraque e desestabilizaram a Síria”

Distingamos duas coisas: há um terrorismo que, de facto, cresceu à sombra da agitação causada pelas situações referidas. Mas antes disso já havia terrorismo islâmico. A justificação, na altura, era o conflito israelo-palestiniano e o apoio do Ocidente a Israel. Mas antes do aparecimento de Israel o Islão não era pacífico. O que demonstra que a violência se encontra enraizada nesta religião. Além disso, se tal argumento fosse válido, só os países envolvidos nos conflitos sírio e iraquiano seriam alvo de atentados. Mas verificamos que há terrorismo islâmico em países que nada têm a ver com tal situação, como é o caso da China, Tailândia, Filipinas, Quénia, Uganda, Nigéria, só para citar alguns.

 

  1. “Os terroristas não conhecem o Islão. São jovens excluídos e é por isso que aderem ao terrorismo”

Se a questão fosse a exclusão haveria terrorismo por todo o mundo desde que a humanidade surgiu. Os portugueses que foram para França, nos anos sessenta, eram excluídos e não andaram a fazer-se explodir. Nos nossos dias, os países mais pobres do mundo não são conhecidos, propriamente, por alimentarem o terrorismo. Se assim fosse, países como o Congo, a Serra Leoa e outros seriam viveiros de terroristas. Não é o caso.

 

  1. “Temos de acolher refugiados. Portugal também é um país de emigrantes”

Em primeiro lugar, os portugueses emigram, na esmagadora maioria, para trabalhar, não pondo em causa a ordem social e cultural dos países que os acolhem. Em segundo lugar, o facto de alguns portugueses emigrarem não vincula os que ficam a receber imigrantes. Não são responsáveis pela decisão da saída dos que partiram.

 

  1. “Esta situação está a ser aproveitada pela extrema-direita”

Não se trata de uma questão de aproveitamento por parte da extrema-direita, trata-se de factos. E os factos mostram que existe uma religião que é, ao mesmo tempo, um sistema politico e de vida. Um sistema totalitário que elimina os que se lhe opõem. No Islão não há lugar a homossexualidade (não são só socialmente ostracizados: são  torturados e enforcados) e não há lugar a qualquer tipo de “igualdade de género” (a mulher só existe e só tem relevância social na medida em que pertence ao seu marido). O discurso politicamente correcto fala na necessidade da diversidade, mas a realidade mostra que onde o Islão domina essa diversidade termina. Foi assim desde o início da história e continuará a ser porque o projecto islâmico contempla o domínio universal. Se a extrema-direita é a única a ver esta realidade o problema não está nela, mas sim em quem não quer ver as coisas como elas são e prefere embarcar em ficções.