O Islão e os “Refugiados”: 13 respostas a 13 perguntas

  1. “Devemos acolher os refugiados. Afinal, eles fogem deste mesmo terrorismo”

Errado. Desde logo, a maioria dos que chegam à Europa não provêm da Síria: vêm de outros países que não estão em guerra. O critério que os move é económico e, sendo assim, não há nada que diga que devam ser aceites em detrimento de outros. Porquê eritreus e não cambojanos, por exemplo? Mas, obviamente, nem uns nem outros. Se apenas procuram benefícios económicos não devem ser aceites. A prova de que é assim vê-se no facto de percorrerem meia Europa para se fixarem na Alemanha, Suécia e outros dos países mais ricos. Um verdadeiro refugiado procura segurança, antes de mais. Por isso, os verdadeiros estão em três países: Turquia, Jordânia e Líbano. E é aí que devem estar, pois é com esses países (e outros que não os aceitam) que mantêm afinidades culturais.

 

  1. “Os refugiados não são terroristas”

Na maior parte dos casos, não. Mas alguns são. Como não sabemos quais (nem temos forma de o aferir, dada a enorme quantidade de pretendentes), é prudente não receber ninguém. Afinal, se o princípio da precaução é tão utilizado numas coisas, porque não em outras? Além disso, como vimos, a maioria dos que procura a Europa não é refugiada.

 

  1. “A maioria dos muçulmanos é moderada”

Suponhamos que sim. Onde estão, então? Por que razão nunca os vemos nas ruas, em manifestações de solidariedade, quando se verificam atentados?

 

  1. “A imigração islâmica é compatível com a Europa. Há muitos países muçulmanos democráticos”

As culturas europeia e islâmica são incompatíveis. Todos os países muçulmanos que foram ou são democráticos tiveram lideranças laicas ou acabaram por derivar para o islamismo. A prova da incompatibilidade verifica-se também na forma como as minorias são tratadas no mundo islâmico onde continuam a viver subjugadas e sujeitas a todo o tipo de maus-tratos. É curioso que o mundo ocidental tenha lutado com afinco para acabar com o apartheid na África do Sul, mas permite que actualmente as minorias religiosas existentes no mundo islâmico sobrevivam numa realidade idêntica.

 

  1. “Em Portugal não há perigo. Há cá muçulmanos mas são pacíficos. Eu até tenho muitos amigos muçulmanos”

Óptimo. É bom ter amigos. Mas será que é assim? A ideologia islâmica permite o uso da táctica da dissimulação. Veja-se o caso de Maomé, exemplo a ser seguido por todos os muçulmanos: enquanto esteve em Meca manteve-se na defensiva. Depois da fuga para Medina, aí estabelecido, começou de imediato a eliminar adversários. Além disso, há que distinguir entre muçulmanos de facto e muçulmanos nominais. Comparemos com o catolicismo. Em Portugal há mais de 80% de católicos. Mas quantos o são, de facto? Quantos cumprem, realmente, com a prática católica e conhecem a doutrina? Podemos colocar, com as devidas reservas, pois no Islão não é concebível o “muçulmano não praticante”, a mesma questão em relação aos muçulmanos. Quantos dos que se dizem muçulmanos o são, realmente? Se formos ver esse aspecto talvez tenhamos de reconhecer que o islamismo é, efectivamente, violento.

 

  1. “Os terroristas interpretam mal o Islão e o Alcorão. A religião prega o amor e a paz, como as outras”

Errado. Uma leitura do Alcorão, da vida de Maomé e da tradição islâmica mostra que esta religião é violenta, agressiva e imperialista. A violência faz parte da sua essência.

 

  1. “A Igreja Católica também cometeu muitos crimes. Veja-se a Inquisição e as Cruzadas. E a pedofilia”

Vamos por partes: É hoje sabido que a Inquisição matou muito menos gente do que se supunha, e num contexto que tem de ser levado em linha de conta. Além disso, podemos observar na Igreja Católica uma evolução (chamamos-lhe assim) que levou ao abandono progressivo de práticas censuráveis – evolução que nunca se deu no Islão. A pedofilia não compromete a Igreja, mas sim quem a pratica. No máximo, poderemos dizer que a selecção de sacerdotes deveria ser mais eficaz. Mas se um professor é pedófilo, não diremos que todo o universo de professores o é. Com a Igreja também não podemos fazer essa generalização. Quanto ás Cruzadas, foram uma resposta muito localizada a uma expansão islâmica que já tinha quatro séculos. Além disso, mesmo que a Igreja, hoje, ainda andasse a matar pessoas, isso não serviria de desculpa. Não se pode justificar o mal próprio com o mal dos outros.

 

  1. “As religiões são todas iguais, não é só o islão que é violento”

Pode haver violência em outras religiões e, de facto, houve ao longo da história. Mas só o islão se expandiu pela força desde a fundação. Logo com Maomé existe essa violência. Ele é o único líder religioso que é, ao mesmo tempo, guerreiro. Todo o norte de África e Próximo Oriente eram território cristão. A Península Ibérica e os Balcãs também. O Norte da Índia foi conquistado pela força. A expansão islâmica faz-se, sistematicamente, pela guerra. E nos nossos dias mais de 90% dos conflitos mundiais têm a marca do Islão, que se enfrenta com diversas outras religiões. Aliás, que a religião islâmica é a razão fundamental por detrás do terrorismo vê-se no facto de só os árabes que professam tal religião serem responsáveis por atentados. Não vemos árabes cristãos ou ateus a fazerem-se explodir ou a atacar “infiéis”. Também não vimos expansão árabe antes do surgimento do islão. Até ao século VII a Arábia era habitada por judeus, cristãos e pagãos. Nunca foi uma potência expansionista. Com o aparecimento do islão a diversidade religiosa na península arábica termina e o islamismo impõe a sua lei.

 

  1. “Houve tempos em que o Islão foi uma civilização brilhante e tolerante. O Andalus é um exemplo. Só conhecemos a filosofia grega graças aos tradutores árabes”

Vamos por partes: o sistema social do Andalus impunha a divisão social tal como existe hoje no mundo islâmico. Os cristãos e judeus viviam em posição inferior, sendo apenas tolerados à custa de uma série de limitações na participação cívica e social. Símbolos distintivos na roupa, como a marca amarela que os nazis mais tarde recuperaram foram inventados pelos muçulmanos para serem aplicados aos judeus. O mito da tolerância islâmica não passa disso, de um mito, alimentado por quem tem interesse em que ele se mantenha: os próprios islâmicos e académicos simpatizantes da sua cultura ou simplesmente financiados por entidades do mundo islâmico. Quanto à questão da filosofia grega, ela era conhecida na Europa medieval: os textos aristotélicos circulavam, e havia alguns desconhecidos, algo que também se deve ao facto das preocupações iniciais da Idade Média não contemplarem o conteúdo de tais textos, pelo que só alguns dos trabalhos de Aristóteles interessavam aos pensadores da época. Além disso, boa parte do trabalho de tradução feito no mundo islâmico deveu-se a minorias cristãs que ainda lá viviam, como é o caso dos nestorianos (comunidade Cristã da Ásia).

 

  1. “Só há atentados terroristas porque os EUA e a Europa invadiram o Iraque e desestabilizaram a Síria”

Distingamos duas coisas: há um terrorismo que, de facto, cresceu à sombra da agitação causada pelas situações referidas. Mas antes disso já havia terrorismo islâmico. A justificação, na altura, era o conflito israelo-palestiniano e o apoio do Ocidente a Israel. Mas antes do aparecimento de Israel o Islão não era pacífico. O que demonstra que a violência se encontra enraizada nesta religião. Além disso, se tal argumento fosse válido, só os países envolvidos nos conflitos sírio e iraquiano seriam alvo de atentados. Mas verificamos que há terrorismo islâmico em países que nada têm a ver com tal situação, como é o caso da China, Tailândia, Filipinas, Quénia, Uganda, Nigéria, só para citar alguns.

 

  1. “Os terroristas não conhecem o Islão. São jovens excluídos e é por isso que aderem ao terrorismo”

Se a questão fosse a exclusão haveria terrorismo por todo o mundo desde que a humanidade surgiu. Os portugueses que foram para França, nos anos sessenta, eram excluídos e não andaram a fazer-se explodir. Nos nossos dias, os países mais pobres do mundo não são conhecidos, propriamente, por alimentarem o terrorismo. Se assim fosse, países como o Congo, a Serra Leoa e outros seriam viveiros de terroristas. Não é o caso.

 

  1. “Temos de acolher refugiados. Portugal também é um país de emigrantes”

Em primeiro lugar, os portugueses emigram, na esmagadora maioria, para trabalhar, não pondo em causa a ordem social e cultural dos países que os acolhem. Em segundo lugar, o facto de alguns portugueses emigrarem não vincula os que ficam a receber imigrantes. Não são responsáveis pela decisão da saída dos que partiram.

 

  1. “Esta situação está a ser aproveitada pela extrema-direita”

Não se trata de uma questão de aproveitamento por parte da extrema-direita, trata-se de factos. E os factos mostram que existe uma religião que é, ao mesmo tempo, um sistema politico e de vida. Um sistema totalitário que elimina os que se lhe opõem. No Islão não há lugar a homossexualidade (não são só socialmente ostracizados: são  torturados e enforcados) e não há lugar a qualquer tipo de “igualdade de género” (a mulher só existe e só tem relevância social na medida em que pertence ao seu marido). O discurso politicamente correcto fala na necessidade da diversidade, mas a realidade mostra que onde o Islão domina essa diversidade termina. Foi assim desde o início da história e continuará a ser porque o projecto islâmico contempla o domínio universal. Se a extrema-direita é a única a ver esta realidade o problema não está nela, mas sim em quem não quer ver as coisas como elas são e prefere embarcar em ficções.

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